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Bens culturais

Pedro Nunes revela esta semana, em sua coluna, que o Cariri é uma região que tem o que mostrar a quem chega de fora. Ele lamenta a falta de preservação do patrimônio arquitetônico de algumas cidades antigas do Cariri. Pedro Nunes revela esta semana, em sua coluna, que o Cariri é uma região que tem o que mostrar a quem chega de fora. Ele lamenta a falta de preservação do patrimônio arquitetônico de algumas cidades antigas do Cariri.

"No Cariri, além da beleza natural, há um extraordinário acervo de bens culturais que precisam ser reunidos em museus, como os que existem em Monteiro e em São João do Cariri", diz o escritor.

Ele lembra que a montagem dos museus daquelas duas cidades paraibanas é fruto da rica experiência e da inteligência privilegiada de Balduíno Lélis. "Não posso ir à frente sem falar um pouco sobre esse paraibano notável. Balduíno nasceu em Taperoá e nunca se ausentou do nosso Cariri. Por isso, conhece tão bem seus caminhos, sua gente e seus costumes. Trata-se de uma pessoa que tem o raro privilégio de conseguir enxergar ao longe o que ainda está escondido nas dobras do futuro, distante do olhar das pessoas comuns", ressalta.

Segundo Pedro Nunes, outra iniciativa que merece aplausos na região foi a criação do Instituto Histórico e Geográfico do Cariri. A instituição possui mais de 100 sócios. São pessoas com destaque cultural que se dedicam a estudar, escrever e documentar a história da região. "O presidente do Instituto, Daniel Duarte Pereira, é outro paraibano idealista e visionário, que está muito à frente de seu tempo. Daniel costuma fazer reuniões itinerantes. É uma forma de tornar o Instituto conhecido e de mostrar aos associados o patrimônio histórico de cada municipalidade", destaca.

Acerca do zelo com os bens culturais da região, Pedro Nunes faz diversos questionamentos. "Cadê a igrejinha datada de 1830 e o cruzeiro belíssimo que havia no meio da rua de Monteiro? Na praça João Pessoa, pode-se ver alguns casarões com suas fachadas originais cuidadosamente preservadas. Mas são poucos. Infelizmente, muitos prédios mudaram de mãos e os novos donos simplesmente destruíram as fachadas de alguns casarões seculares e as revestiram com cerâmica do mais extremo mau gosto",acentua .

Pedro Nunes sugere que seria bastante oportuno que a prefeitura de Monteiro e de outras cidades antigas do Cariri paraibano adotassem medidas legislativas para impedir novas agressões a um patrimônio tão rico e valioso, deixado por homens empreendedores e visionários, pessoas de bom gosto, fundadoras de cada uma daquelas cidades, onde a beleza e o conforto eram as marcas que predominavam nas edificações.

"Nunca vou esquecer uma fazenda pertencente a uma família tradicional do Cariri, vendida a estranhos, sem que os herdeiros tivessem tido o cuidado e o zelo de retirar das paredes os retratos de família. Vender uma fazenda de porteiras fechadas não significa deixar a mobília, as fotos, as louças e todo um conjunto de bens imateriais e afetivos que constituem a personalidade de uma família e ajudam a fortalecer o nome e o prestígio de seus descendentes", lastima.


taperoa.com

Vitrine do cariri

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