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Cariri reflorestado

Projeto de replantio agroflorestal irá mudar a paisagem do Cariri paraibano.

Um projeto que visa mudar a paisagem do Semi-árido da Paraíba, com o replantio de mudas, começa a ser implantado pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca. A meta é distribuir 750 mil mudas nos próximos anos contemplando as áreas forrageiras e com árvores para lenha. As mudas estão disponíveis para os órgãos públicos, entidades não-governamentais e escolas. Projeto de replantio agroflorestal irá mudar a paisagem do Cariri paraibano.

Um projeto que visa mudar a paisagem do Semi-árido da Paraíba, com o replantio de mudas, começa a ser implantado pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca. A meta é distribuir 750 mil mudas nos próximos anos contemplando as áreas forrageiras e com árvores para lenha. As mudas estão disponíveis para os órgãos públicos, entidades não-governamentais e escolas.

Segundo o secretário Francisco de Assis Quintans, nos cinco primeiros meses do ano foram distribuídas 10 mil mudas, principalmente no decorrer desta semana com a comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente. O viveiro de produção de mudas fica no Centro de Exposição Henrique Vieira de Melo, no Cristo. Já foram fornecidas mudas para o plantio nas margens da BR-101, nas escolas e áreas públicas.

Projeto piloto de um modelo de um sistema agroflorestal para a região do Cariri paraibano, foi concebido de forma a ajudar a sua convivência com a atividade da agropecuária. A proposta visa estimular o produtor a manter uma área com vegetação nativa que permita um aproveitamento adequado dos seus produtos, como frutos e alimentação humana, forragem para animal, estacas e remédios. A partir desta iniciativa será possível ampliar e consolidar, por exemplo, a atividade da caprinovinocultura no semi-árido, hoje uma atividade estratégica para a Paraíba.

Quintans explica que, considerando as alternativas econômicas dessa região, evidencia-se ainda mais esta importância, principalmente pelo fato do ajustamento dessa atividade com as intempéries climáticas da região. "Assim, muitos programas de fomento e incentivo a esta atividade têm sido realizados por vários segmentos do Governo e da sociedade civil organizada, sem, no entanto, dar enfoque ao manejo da relação da caprinovinocultura com a deterioração ambiental", comentou.

Estudos indicam que há um processo de desertificação em estado crescente no Nordeste, por extensão atingindo a Paraíba. Por isso surge a necessidade de um manejo adequado da Caatinga, com um olhar para a atividade econômica.

Em termos forrageiros, a caatinga mostra-se bastante rica e diversificada. Entre as diversas espécies, merecem ser destacadas: o angico (Anadenanthera macrocarpa Benth), o pau-ferro (Caesalpinia ferrea Mart. ex. Tul.), a catingueira (Caesalpinia pyramidalis Tul.), a catingueira rasteira (Caesalpinia microphylla Mart.), a canafistula (Senna spectabilis) var. excelsa (Sharad) H.S.Irwine & Barnely, o marizeiro (Geoffraea spinosa Jacq.), o mororó (Bauhinia sp.), o sabiá (Mimosa caesalpinifolia Benth.), o rompe-gibão (Pithecelobium avaremotemo Mart.), a feveleira [Cnidoscolus quercifolius (Mart). Pax et Hoff] e o juazeiro (Zizyphus joazeiro Mart.).

Replantio é feito com muitas espécies arbóreas e frutíferas

Entre as espécies arbóreas, estão a jurema preta (Mimosa tenuiflora (Willd.) Poiret), o engorda-magro (Desmodium sp), a rapadura de cavalo (Desmodium discolor), o feijão bravo (Capparis flexuosa.) e o mata-pasto (Cássia tora), entre as espécies arbustivas e subarbustivas; e as mucunãs (Stylozobium sp) e as cunhãs (Centrosema sp), entre as lianas e rasteiras. A produção total de fitomassa da folhagem das espécies lenhosas e da parte aérea das herbáceas na caatinga atinge, em média, 4.000 kg/ha, constituindo-se em forragem para caprinos, ovinos, bovinos e muares.(Barbosa, 1997; Dantas, 2001).

Destacam-se como frutíferas o umbu (Spondias tuberosa Arruda -Anacardiaceae), araticum (Annona glabra L., A. coriacea Mart., A. spinescens Mart. -Annonaceae), jatobá (Hymenaea spp.- Caesalpinaceae), juazeiro (Ziziphus joazeiro Mart. – Rhamnaceae), murici (Byrsonima spp. – Malpighiaceae), e o Licuri, (Syagrus coronata (Mart.) Becc. – Arecaceae), que são exploradas de forma extrativista pela população da região.

Segundo o gerente executivo de produção agropecuária, Wellington da Silva Correia, esta forma de exploração tem levado a uma rápida diminuição das populações naturais destas espécies vegetais, que estão ameaçadas de extinção. "Parte desta biodiversidade, também é importante no campo madereiro, energético e medicinal", comenta.

O secretário Quintans também informou que está em fase de projeto a construção de um viveiro na cidade de Cabaceiras, numa área de 40 hectares. Este viveiro terá a função de produzir mudas de plantas nativas da Caatinga, com potencial que atenda a demanda da região. O espaço físico será doação do município de Cabaceiras, as instalações e produção das 500 mil mudas do órgão financiador.

taperoa.com
O Norte

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