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Consumo mais consciente

Pesquisa da WWF e Ibope mostra que brasileiros estão mais criteriosos na hora de comprar. Na PB, a responsabilidade ambiental entrou definitivamente na pauta da população. Pesquisa da WWF e Ibope mostra que brasileiros estão mais criteriosos na hora de comprar. Na PB, a responsabilidade ambiental entrou definitivamente na pauta da população.

O risco de que os recursos naturais podem entrar em colapso em um tempo não muito distante vem, aos poucos, sensibilizando o brasileiro. Pesquisa divulgada no início do mês pela WWF Brasil em parceria com o Ibope revela que metade da população prefere as embalagens recicláveis.

Os dados revelam que o meio-ambiente entrou definitivamente na pauta das preocupações do brasileiro. Os exemplos de ações de responsabilidade ambiental surgem em todas as regiões e direções.

Semana passada, um projeto de lei que obriga as cidades paraibanas a implantar a coleta seletiva de lixo foi aprovado por unanimidade. Serão instalados em vários pontos dos municípios recipientes para receber os diferentes resíduos recicláveis (papel, plástico, metal e vidro) e não-recicláveis.

“As lixeiras serão identificadas pelas cores. Junto delas haverá uma placa explicando o que cada uma significa. As placas serão colocadas em pontos de fácil acesso aos deficientes visuais”, acrescentou o deputado estadual Aguinaldo Ribeiro, autor do projeto.

O custo para instalar as lixeiras será de responsabilidade das prefeituras, que terão prazo de seis meses, após a publicação da Lei, para se adaptarem às normas. A Vigilância Sanitária fiscalizará.

“Esta Lei vai proporcionar parcerias com cooperativas de catadores de lixo, abrindo novas oportunidades de emprego. As prefeituras poderão enviar os resíduos para empresas de reciclagem, realizar campanhas de conscientização ambiental e até oficinas de reciclagem”, disse o deputado.

Em João Pessoa, através do projeto “Santo de casa faz milagres”, equipes já vêm há algum tempo realizando palestras em escolas, instalando lixeiras seletivas em repartições públicas e fazendo campanhas de conscientização e de sensibilização entre a população, explicou Elma Xavier, diretora de Valorização e Recuperação de Resíduos da Emlur.

São ações dessa natureza que, somadas a outras, ajudam a reduzir a degradação ambiental. Mês passado, uma campanha coordenada pelo 1º Centro de Apoio Operacional às Promotorias (Caop) deu um chega pra lá nas sacolas de plástico em algumas padarias da cidade João Pessoa. Por sugestão do sindicato das panificadoras, inspirado em modelo de Santa Catarina, as sacolas de plástico deveriam ser substituídas por sacolas permanentes. Feita em tecido 100% algodão e confeccionada no município, a sacola pode ser adquirida por R$ 2,50.

“A sacola plástica convencional polui e danifica o meio ambiente e leva cerca de 250 anos para se decompor”, explicou Romualdo Farias de Araújo, presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Estado da Paraíba (Sindipan-PB).

Maioria não desperdiça água quando escova os dentes

De acordo com pesquisa divulgada pela organização não-governamental WWF Brasil, realizada em parceria com o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), 87% dos brasileiros deixam a torneira da pia fechada enquanto escovam os dentes, abrindo somente para molhar a escova e enxaguar a boca.

Das 2.002 pessoas entrevistadas pelos pesquisadores, 43% afirmaram que não gastam mais do que dez minutos para tomar banho, enquanto 13% disseram que levam pelo menos 20 minutos. Os jovens são os que mais gastam tempo tomando banho. Entre as pessoas de 16 a 24 anos, 21% levam mais do que 20 minutos. “Quanto mais idosa é a pessoa, menos tempo ela gasta no banho”, diz o coordenador do Programa de Educação Ambiental do WWF Brasil, Irineu Tamaio.

“A gente acredita que tem que investir em processos de formação, de educação junto a esses jovens, eles teriam que mudar os seus hábitos e as suas posturas”, complementa.

“Se você fala 20 minutos e considera que para cada minuto você gasta pelo menos três litros de água, tem uma média de três a seis litros, você multiplica pela população, principalmente nas Regiões Sul e Sudeste, que têm grande concentração populacional, [diminuindo o tempo de banho] a economia seria o equivalente para abastecer uma população de quase dois milhões de habitantes, o que demonstra que essas ações individuais, quando colocadas em escala, têm impacto muito grande”, ressalta Samuel Barrêto, coordenador do Programa Água para a Vida, do WWF Brasil.

Ainda segundo os dados da pesquisa, 42% dos brasileiros não têm carro, utilizam transporte público, mas, sempre que possível, preferem se locomover a pé ou em bicicleta. Outros 26% também não têm carro e utilizam sempre o transporte coletivo. No entanto, o percentual das pessoas que andam somente de carro e quase sempre sozinhas ainda é alto: 13%. Além disso, 87% das pessoas entrevistadas nunca andaram de avião.

Os brasileiros também não costumam morar sozinhos. Mais da metade dos 2.002 entrevistados, 55%, afirmaram que dividem a moradia com quatro pessoas ou mais.

A pesquisa teve como objetivo analisar os hábitos de consumo dos brasileiros e medir a “pegada ecológica”, ou seja, qual o impacto que esses hábitos têm sobre o meio ambiente e qual a área necessária para gerar os produtos e serviços necessários para manter esse estilo de vida.

80% dos brasileiros economizam energia

Você costuma desligar luzes e aparelhos eletrônicos quando eles não estão sendo utilizados? Essa foi uma das perguntas feitas a 2002 brasileiros ouvidos na pesquisa da WWF Brasil. O resultado mostra que 80% das pessoas sempre desligam aparelhos e lâmpadas e somente 6% deixam tudo ligado mesmo quando eles não estão usados ou não há ninguém no local.

De acordo com o coordenador do Programa de Educação Ambiental do WWF Brasil, Irineu Tamaio, esse índice pode ser considerado alto e é observado em todas as classes sociais. Ele diz que uma das causas para esse comportamento generalizado “talvez seja aquela questão do apagão, em 2001, que teve uma campanha publicitária do governo, para redução do consumo de energia”.

A pesquisa mostra também 48% dos brasileiros só compram lâmpadas e eletrodomésticos que consomem menos energia elétrica. Entre as classes A e B esse índice é de 55%. Ainda assim, uma em cada cinco pessoas não leva em consideração qualquer informação sobre a eficiência energética dos aparelhos que compra, ou seja, quanto de energia eles gastam. Isso se agrava nas classes D e E, chegando a 29% das pessoas.

“Às vezes, a classe A/B tem mais informações. Na hora de adquirir um eletrodoméstico e utilizar o critério de eficiência energética, é muito importante que se tenha informações”, destaca Tamaio.

Entre os aparelhos mais utilizados pelos brasileiros, destaca-se a geladeira. Todos os entrevistados afirmaram ter uma em casa – 34% só têm ela. Caso essa população tenha acesso a outros eletrodomésticos, a tendência é que haja aumento de consumo de energia, diz o coordenador do programa do WWF.

A pesquisa mostra também que 37% das pessoas têm uma geladeira e uma máquina de lavar ou um tanquinho. Outros 26% disseram que têm esses dois aparelhos e também microondas. Quando o assunto é o uso de condicionador de ar, 91% dos entrevistados afirmaram que não têm um aparelho nem em casa e nem no trabalho. Na outra ponta, 5% dos entrevistados disseram que usam o ar-condicionado todos os dias.

“Por que estamos falando de eletrodomésticos? Porque é um dos grandes consumidores de energia e quanto mais energia nós consumimos, mais impacto ambiental nós teremos”, assinalou Tamaio.

taperoa.com
A União – Agência Brasil

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