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Historia Rita Suassuna

HISTÓRICO

A Fundação Rita Suassuna foi fundada em 10 de fevereiro de 1968, na cidade de Taperoá–PB.
Teve como fundador o Sr. Manoel de Assis Melo, então prefeito da cidade, que acreditava na idéia de transformar Taperoá no Pólo da Educação da Cariri. A Escola contou ainda como idealizadores e fundadores, o deputado Egídio Madruga e a professora Adelaide Dantas Vilar.

HISTÓRICO

A Fundação Rita Suassuna foi fundada em 10 de fevereiro de 1968, na cidade de Taperoá–PB.

Teve como fundador o Sr. Manoel de Assis Melo, então prefeito da cidade, que acreditava na idéia de transformar Taperoá no Pólo da Educação da Cariri. A Escola contou ainda como idealizadores e fundadores, o deputado Egídio Madruga e a professora Adelaide Dantas Vilar.

O nome da Escola “Rita Suassuna” foi uma homenagem feita a uma pessoa que se destacou nas contribuições de ordem social que desenvolveu na comunidade, sendo ela a mãe do escritor, o então consagrado Ariano Suassuna.

A Instituição teve o apoio de suma importância do então governador do Estado João Agripino Maia, que lutou com os demais para a fundação, regulamentação e funcionamento da Escola.

Fez parte do corpo docente de fundação as professoras: Ivonete Soares Campos, Maria das Graças Queiroz Vilar, Tenilza Tomaz da Silva, Vera Lúcia de Queiroz Vilar, Odélia Maria Vilar, Francisca Gomes Meira e Maria das Graças Batista Trajano (ingressou em 1971 e ainda hoje leciona na Escola com 34 anos de profissão.

Seus diretores desde a fundação: Adelaide Dantas Vilar, Jessie Melo de Queiroz Diniz, atual diretora, filha do fundador o Sr. Manuel de Assis Melo.

No ano de 1976 a Escola em uma visita do Dr. Tarcísio de Miranda Burity, na época Secretário da Educação, recebeu o Titulo de “Escola Modelo” concedido pelo MEC.

A Escola funcionou a princípio no antigo prédio SAMBRA depois passou para um prédio de Manuel de Assis Melo, situada na rua 13 de maio centro. Hoje a Escola conta com sede própria construída por seu fundador, na rua Coronel Dorgival Vilar nº 89 centro.

Apesar das dificuldades de ordem financeira a Escola prioriza a educação de qualidade, integrando classe média e a classe baixa oferecendo oportunidade igual para todos, construindo uma sociedade mais justa, em uma visão sócio–construtivista.

INFRA–ESTRUTURA

Recursos Físicos

A Instituição Rita Suassuna dispõe de uma área bastante ampla, bem dividida fisicamente, o que torna o ambiente escolar aconchegante.

A principio com uma alegre pintura, de personagens infantis da Disney, estampadas no muro que guarnece a escola, o que faz com que o aluno sinta-se feliz ao chegar. Ao entrar seu jardim faz presente a mãe natureza e completando temos o parque infantil ao lado da quadra de esportes que por ser coberta proporciona momentos de lazer maravilhosos para aqueles que ali estudam.

Suas salas possuem janelas, o que tornam-as bem arejadas. Todas têm em suas paredes cores claras tornando o ambiente mais leve. (vê anexo).
É mister ressaltar a importância de como a biblioteca e videoteca (de caráter didático e infantil), faz com que os alunos sentem-se incentivados para uma aprendizagem coletiva.

Esses fatores apontam para uma escola que vem atuando de forma decisiva na sua infra-estrutura, favorecendo assim, o desenvolvimento integral do aluno, como também a prática pedagógica.

Recursos Materiais

Ao analisar os recursos existentes na Fundação Rita Suassuna percebe-se que existe uma preocupação por parte da direção no tocante a manter a escola bem equipada tecnológicamente para atender às diversas necessidades da equipe pedagógica, viabilizando assim uma melhor assistência aos seus alunos.

São recursos como retroprojetor, kit áudio – visual, kit computador (impressora, multimídia), dentre outros, onde este último até mesmo os alunos tem acesso.

O corpo docente através dos demais recursos, como teatro de fantoches, kit pedagógico lúdico, ou ainda jogos pedagógicos envolvem seus alunos de forma que os mesmos possam aos poucos construir seu conhecimento dentro de uma abordagem sócio – construtivista nas diversas disciplinas.

Sabemos que o ensino tem por objetivo provocar mudanças de comportamento e o professor age sobre os alunos procurando orientá-los. Sendo assim, a criação de uma atmosfera favorável, é condição para um bom trabalho docente.

Por isso acreditamos que os recursos facilitam a prática pedagógica, multiplicando as possibilidades de um melhor aprendizado. Evidentemente, não basta ter recursos, mas saber utilizá-los, pois a mau uso pode torná-los improdutivo.

CARACTERÍSTICAS SÓCIO ECONÔMICO-CULTURAL

No diagnóstico sócio-cultural da comunidade escolar, observa-se que a maioria dos pais são servidores públicos, com escolaridade ao nível de ensino médio e renda familiar de apenas um salário mínimo. Os mesmos por trabalharem os dois expedientes, não participam da vida escolar de seus filhos.

Mas, do ponto de vista religioso o catolicismo é predominante, é notório a preocupação dos pais em engajar-se em Pastorais como ECC (Encontro de Casais com Cristo) e Pastoral Familiar, ao mesmo tempo que incentivam e preparam seus filhos para uma vida religiosa.

A ausência de parcerias com o governo do Estado e empresas privadas, limitam os recursos financeiros da escola, impossibilitando que a mesma, realize treinamentos Pedagógicos, aulas de campo e restringindo a aquisição de novos equipamentos, além de limitar a possibilidade de realização de programas de caráter social que venham a valorizar a interação da comunidade escolar com a sociedade.

Verifica-se ainda a falta de um acompanhamento psicológico, principalmente para os alunos, ao constatar-se mudanças de comportamentos em determinadas crianças, antes com desempenho considerável e agora por serem submetidos a constantes conflitos familiares, demonstram um total desinteresse e retrocesso no seu desenvolvimento escolar.

Um reflexo do que elas enfrentam é transferido para seu cotidiano escolar.

PLANEJAMENTO DE ENSINO: AÇÃO POLÍTICA PEDAGÓGICA

A instituição é de caráter filantrópico, mas que, apesar de manter um convênio com a Prefeitura Municipal, necessitaria de ser amparada por outros convênios para um melhor desempenho e manutenção escolar, pois estes viabilizariam vários aspectos ainda deficitários para a comunidade escolar.

O sistema avaliativo é feito, de maneira geral, através de produção de textos, desenhos, exercícios efetuados em casa, provas de múltipla escolha e questões abertas. A cada encerramento bimestral é feito um provão exigindo o conhecimento dos conteúdos dados, ainda são utilizados como instrumento de avaliação, alguns critérios como, seminários e gincanas culturais que visam identificar a aprendizagem obtida em cada unidade. O que demonstra o interesse por parte dos professores em fazer uma avaliação continua. Para comprovar o pressuposto segue-se o relato da professora Alice Monteiro Lima que também coordena os planejamentos mensais:

Procuro fazer uma avaliação de forma continua, observando principalmente a maneira de como cada aluno atribui sua forma de pensar, de observar, e formular estratégias para solucionar os problemas que elas enfrentam na construção do seu conhecimento. Afirmo ainda que prefiro adotar este método, porque encontro resultados satisfatórios em minhas avaliações, acreditando que desta forma minimizo as tensões, ansiedades e medos que a prova previamente marcada impõe aos alunos.

Outro fato observado é a aplicação de uma rotina diária onde são deliberadas funções para cada aluno como: organizar a fila do sanitário após a recreação conservação higiênica das carteiras após o lanche, organização da estante de livros e supervisionalização do sexto de lixo. São estas atividades que ensinam de forma natural aos alunos, hábitos higiênicos, regras de organização no lar e disciplina. Esta instituição é talvez a única que seus alunos não tem atos de vandalismo nesta cidade. A cidadania e patriotismo são aqui extremamente valorizados.

O corpo docente realiza- seu planejamento mensal visando uma melhor preparação para a comemoração de datas festivas desenvolvendo projetos pedagógicos a serem realizados durante todo bimestre, tendo a preocupação em fazer de forma coletiva uma avaliação.

Por razões financeiras a instituição não dispõe de uma equipe pedagógica, o que, com a implantação da mesma, oportunizaria à escola projetos de ação que venham identificar as dificuldades de aprendizagem, relacionamento e aperfeiçoamento de toda a equipe, tendo como filosofia o objetivos educacionais, o desenvolvimento da criança na Fase I, II e III da Educação Infantil e na Fase do Ensino Fundamental, priorizaria o sistema do processo avaliativo, visando o aperfeiçoamento de técnicas e métodos que ajudam o aluno a construir seu próprio conhecimento dentro de uma abordagem sócio-construtivista.

Diante do exposto vimos que o planejamento é um processo de racionalização, organização e coordenação da ação docente, articulando a atividade escolar a problemática do contexto social.

Planejar não é preencher formulários, mas é um ato consciente de previsão das ações docentes, fundamentadas em opções político – pedagógico e tendo como referência as situações didáticas concretas (problemática social, econômica política e cultural), que integram o processo de ensino.

Um planejamento de ensino deverá priorizar os objetivos específicos estabelecidos a partir de objetivos educacionais; os conhecimentos a serem adquiridos pelos alunos no sentido determinado pelos objetivos; procedimentos e recursos de ensino que estimulam as atividades de aprendizagem e os procedimentos de avaliação que possibilitam verificar, de alguma forma, até que ponto os objetivos foram alcançadas.

Justifica-se então a importância de que cada escola deve desenvolver e implantar o Projeto – Político – Pedagógico.

Compreendemos que o projeto político – pedagógico como um plano global da instituição ou projeto educativo, um instrumento teórico – metodológico, cuja finalidade é contribuir para a organização do conhecimento escolar. Sua construção deve envolver e articular todos os que participam da realidade escolar (corpo docente, discente e comunidade), de forma que estes pensem, com base na própria realidade sobre a singularidade que a caracteriza, sua autonomia, os objetivos das ações desenvolvidas e a maneira de operacionalizá-las de forma mais política, critica e criativa.

Em relação a esse projeto, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Lei Nº 9394, de 1996 – no seu artigo 12º Inciso I, propõe, como um dos objetivos dos estabelecimentos de ensino, a elaboração e a execução de sua proposta pedagógica.

No que se refere aos docentes, encontramos no Artigo 13 – Incisos II e V outros referências normativas que sugerem sua participação na elaboração e no cumprimento dos planos de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento, o que inclui sua participação integral nos períodos dedicados ao planejamento. Essa tarefa exigirá maior envolvimento com a realidade do aluno e a realidade institucional, maior tempo para pensar os objetivos, o currículo, os métodos e a avaliação escolar.

O fato é que se não assumirmos criativamente a responsabilidade sobre os rumos de nossas práticas nas instituições de ensino em que lecionamos, corremos o risco de perder o sentido sobre o nosso fazer, restando-nos, apenas, uma visão fragmentada e distorcida da realidade.

RELACIONAMENTO INTER E INTRA-ESCOLAR

É valorizada a importância da interação da instituição com a comunidade, pois acredita-se que para um bom desempenho e sucesso da escola é necessário que a Instituição e comunidade estejam lado a lado no processo de ensino-aprendizagem.

Porém um ponto a ser trabalhado nesta escola é justamente a não participação dos pais, ‘justificado pelo trabalho’, na vida escolar dos seus filhos. Além do desinteresse e ausência em reuniões, até mesmo aquelas destinadas a entrega de boletim e avaliação do comportamento do aluno. Portanto necessitaria de palestras de conscientização e um maior engajamento ao projeto federal Família na Escola para que se possa solucionar esta problemática.

Por Beatriz M. Farias

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