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Histórico de Implantação das usinas da CHESF

Histórico de Implantação das usinas da CHESF

A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – CHESF, subsidiária das Centrais Elétricas Brasileiras S/A – Eletrobras, foi criada em 1945, "com a missão de produzir, transmitir e comercializar energia elétrica para a Região Nordeste do Brasil".

A CHESF é hoje a empresa brasileira com maior capacidade de geração e com maior extensão de rede de transmissão de alta tensão, atendendo indiretamente, a mais de 9 milhões de consumidores, de uma população superior a 41 milhões de habitantes (25% do Brasil), espalhados num território de 1.219.983 km2 (14% do território brasileiro).

O sistema de geração da CHESF é hidrotérmico, com sensível predominância hidráulica. Atualmente, o parque gerador é composto por 16 usinas, com 64 unidades geradoras, totalizando 10.737 MW de potência nominal, supridas através de 9 reservatórios com capacidade de armazenar 50 bilhões de metros cúbicos d’água.

O sistema de transmissão, cujas primeiras instalações foram operadas em 1953, levando ao Nordeste a energia de Paulo Afonso, abrange, atualmente os estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí. O sistema é composto por 18.564 km de linhas de transmissão, nas tensões de 500, 230, 138 e 69 kV aliados a uma capacidade de transformação de quase 30 mil MVA em suas 94 subestações.

Toda essa estrutura está interligada ao Norte e Sudeste do País, através de linhas de transmissão de 500kV.
A seguir relacionamos, em ordem cronológica, o histórico de implantação das usinas da CHESF destacando algumas características:

Usina Piloto
A primeira unidade hidrelétrica implantada foi a Usina Piloto, localizada na cidade de Paulo Afonso (BA) que entrou em operação em 1949, visando à construção do Complexo de Paulo Afonso. A Usina Piloto, construída e projetada pela CHESF, está instalada na margem esquerda do riacho do Gangorra, com aproveitamento do braço do Capuxu, a cerca de 500 m da margem direita do Rio São Francisco. Possui 1 unidade geradora, com potência instalada de 2.000 KW.

Usina de Paulo Afonso I
O aproveitamento hidrelétrico de Paulo Afonso I, integrante do Complexo de Paulo Afonso, localiza-se na cidade de Paulo Afonso, Estado da Bahia. Possui 3 unidades geradoras, com potência unitária de 60.000,33 KW, totalizando 180.001 KW.

As obras foram iniciadas em 1948 e o início da operação ocorreu em 1954.

Usina de Curemas
O aproveitamento hidrelétrico de Curemas, encontra-se localizado na cidade de Coremas, Estado da Paraíba. A Usina é suprida pelos açudes públicos Estevam Marinho, no rio Piancó e Mãe D’água, no rio Aguiar. Possui uma característica múltipla de geração de energia e irrigação na própria bacia e no Alto Piranhas através de transposição.

O sistema é composto de 2 unidades geradoras, totalizando uma potência instalada de 3.520 KW

O início da obra ocorreu em 1939 e a operação comercial em 1957

Usina de Paulo Afonso II
O aproveitamento hidrelétrico de Paulo Afonso II, integrante do Complexo de Paulo Afonso, localiza-se na cidade de Paulo Afonso, Estado da Bahia. Possui 6 unidades geradoras, sendo 2 unidades com potência unitária de 70.000 KW, 1 unidade com potência unitária de 75.000 KW e 3 unidades com potência unitária de 76.000 KW, totalizando 443.000 KW.

As obras foram iniciadas em 1955 e o início da operação em 1961.

Usina de Funil
O aproveitamento hidrelétrico de Funil localiza-se no município de Ubaitaba, no Estado da Bahia.

A Usina de Funil, construída pela CERC (Centrais Elétricas do Rio das Contas), foi transferida para a COELBA (Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia) em 1968 e a partir de 10 de Janeiro de 1974 passou à responsabilidade da CHESF.

Está instalada no rio de Contas, um dos cinco principais rios do Estado da Bahia, que nasce na vertente leste da Serra das Almas, na Chapada Diamantina e é um dos componentes da "Bacia do Leste". É composta por três unidades geradoras capacitadas a gerar um total de 30.000 KW.

As obras foram iniciadas em 1954 e o início da operação ocorreu em 1962.

Usina de Araras
O aproveitamento hidrelétrico de Araras encontra-se localizado na cidade de Varjota/CE, distante 60 km da cidade de Sobral/CE.

A Usina de Araras, cuja barragem foi construída pelo DNOCS – Departamento Nacional de Obras Contra as Secas em 1956 e iniciou sua operação somente em 1967, é suprida pelo açude público denominado Paulo Sarasate, que por sua vez é suprido pelo rio Acaraú de regime não perene.

O sistema compreende 2 unidades geradoras, totalizando em potência instalada de 4.000 KW.

Usina de Boa Esperança
O aproveitamento hidrelétrico de Boa Esperança, implantado pela COHEBE a partir de 1968 e posteriormente transferido para a CHESF, está localizado no município de Guadalupe, Estado do Piauí a aproximadamente 80 km a montante da cidade de Floriano/PI.

A Usina de Boa Esperança, está instalada no rio Parnaíba, um dos mais importantes daquele Estado, possuindo além da função de geração de energia elétrica a característica de permitir uma regularização do leito do rio de modo a possibilitar a navegação.

O sistema é constituído de 02 unidades de 55.000 KW cada, instaladas em 1a fase, e 02 unidades de 63.650 KW cada (2a fase), totalizando uma capacidade instalada de 237.300 KW.
As obras foram iniciadas em 1964 e o início da operação em 1970.

Usina de Paulo Afonso III
O aproveitamento hidrelétrico de Paulo Afonso III, integrante do Complexo de Paulo Afonso, localiza-se na cidade de Paulo Afonso, Estado da Bahia.

A Usina de Paulo Afonso III possui 4 unidades geradoras acionadas por turbinas Francis, com potência unitária de 198.550 KW, totalizando 794.200 KW.

As obras foram iniciadas em 1967 e o início da operação ocorreu em 1971.

Usina de Apolônio Sales
O aproveitamento hidrelétrico de Apolônio Sales, encontra-se localizado no município de Delmiro Gouveia – AL, a 8 km da cidade de Paulo Afonso – BA.

Integrante do Complexo de Paulo Afonso, Apolônio Sales localiza-se cerca de três quilômetros a montante da primeira barragem, de modo que a água turbinada em suas máquinas, numa queda líquida de 21 metros, aciona também as Usinas de Paulo Afonso I, II e III. Num segundo desnível em cascata e através de um canal escavado a partir de sua margem direita, o reservatório de Moxotó fornece a água necessária ao acionamento da Usina de Paulo Afonso IV, que se situa em paralelo ao mesmo. O sistema é constituído de quatro unidades geradoras, cada uma com 100.000 KW, totalizando uma potência instalada de 400.000 KW.

As obras foram iniciadas em 1971 e o Início da operação ocorreu em 1977.

Usina de Pedra
O aproveitamento hidrelétrico de Pedra localiza-se no Estado da Bahia próximo a cidade de Jequié/BA.

O aproveitamento visa, além da regularização do rio para o controle das enchentes, abastecimento d’água, irrigação agrícola e geração de energia elétrica.

A Usina possui 1 unidade geradora, com potência unitária de 20.007 KW.

As obras foram iniciadas em 1976 e o Início da operação ocorreu em 1978.

Usina de Sobradinho
Em junho de 1973, foi iniciada a construção do aproveitamento hidrelétrico de Sobradinho o qual está localizado no Estado da Bahia, distando cerca de 40 km a montante das cidades de Juazeiro/BA e Petrolina/PE. O Início da operação ocorreu em 1979.

Constituindo-se, além de sua função de geração de energia, na principal fonte de regularização dos recursos hídricos da região. Com uma depleção de até 12 metros, garante uma vazão mínima de 2.060 metros cúbicos por segundo, que corresponde a 74% da média anual do rio São Francisco, em Sobradinho.

É composto por seis unidades geradoras acionadas por turbinas Kaplan e potência instalada total de 1.050.300 KW.

Usina de Paulo Afonso IV
O aproveitamento hidrelétrico de Paulo Afonso IV, integrante do Complexo de Paulo Afonso, encontra-se localizado na cidade de Paulo Afonso, Estado da Bahia.

Esta usina tem seus requisitos hidráulicos para geração de energia atendidos através de um canal de derivação do reservatório de Apolônio Sales. Seu reservatório é operado em paralelo com o de Apolônio Sales e as suas vazões turbinadas, tanto quanto aquelas oriundas do Complexo de Paulo Afonso, são lançadas diretamente no reservatório de Xingó.

Possui seis unidades geradoras cada uma, com capacidade nominal de 410.400 KW, totalizando 2.462.400 KW.
As obras foram iniciadas em 1972 e o Início da operação ocorreu em 1979.

Usina Luiz Gonzaga
O aproveitamento hidrelétrico de Itaparica, que passou a se chamar Luiz Gonzaga em homenagem ao "rei do baião nordestino" de mesmo nome, localiza-se na divisa entre os Estados da Bahia e Pernambuco, a 25 km à jusante da cidade de Petrolândia/PE.

Está posicionada com relação ao rio São Francisco 50 km à montante do Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso, possuindo além da função de geração de energia elétrica a característica de permitir uma operação mais eficiente do Complexo de Paulo Afonso, uma vez que contribui decisivamente no controle da regularização das descargas diárias e semanais afluentes àquelas usinas.

Na usina geradora estão instaladas seis unidades com potência unitária de 246.600 KW, totalizando 1.479.600 KW, e seu lay-out contempla a adição de mais quatro unidades iguais as atualmente em operação.
As obras foram iniciadas em 1979 e o início da operação ocorreu em 1988.

Usina Xingó
O aproveitamento hidrelétrico de Xingó está localizado entre os Estados de Alagoas e Sergipe, situando-se a 12 km do município de Piranhas/AL e a 6 km do município de Canindé do São Francisco/SE

A Usina está posicionada com relação ao São Francisco a cerca de 65 km à jusante do Complexo de Paulo Afonso, constituindo-se o seu reservatório, face as condições naturais de localização num canyon, numa fonte de turismo na região através da navegação no trecho entre Paulo Afonso e Xingó, além de prestar-se ao desenvolvimento de projetos de irrigação e ao abastecimento d’água para a cidade de Canindé/SE.

A usina geradora é composta numa primeira etapa de seis unidades com 527.000 KW de potência nominal unitária, totalizando 3.162.000 KW de potência instalada, havendo previsão para mais quatro unidades idênticas numa segunda etapa.
As obras foram iniciadas em 1987 e o início da operação ocorreu em 1994. Em mais de 50 anos de existência esta foi a maior obra já realizada pela CHESF.

Escuna no lago de xingó (146 metros de profundidade média)
Cidade histórica de Piranhas-AL, 30 km rio abaixo fica a gruta do Angico, local onde foi morto Lampião
Bondinho utilizado para travessia do rio (altura máxima de 94 metros do solo) e ao fundo a furna dos morcegos (local onde se escondia o bando de Lampião)
Usinas de PA I,II,III, as primeiras da CHESF, a direita das fotos a saída da água das turbinas.
Ponte dos cabos, utilizada para travessia dos cabos de controle da usina para a subestação que fica do outro lado do rio, só é aberta a passagem de funcionários da CHESF, foi o local de filmagem do último capítulo da novela da Globo, Senhora do Destino.
Usina Hidro Elétrica de Xingó, a maior da CHESF com 3.000 mega watts de potência instalada

 

Fonte: Material enviado por: Daltêir Siqueira Moura Sobrinho.
Relatório Anual 1999 – CHESF
Homepage do Departamento de Manutenção da Geração – DMG
Homepage da Divisão de Estudos Elétricos – DOEL

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