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Jocelino Antonio da Costa “Mestre Celino”

Jocelino Antonio da Costa
“Mestre Celino”

nasceu em 08 de agosto de 1917 na cidade de Taperoá – PB, filho de Antonio Miguel da Costa e Luzia Maria da Conceição, casou-se com a Srª Celina Gomes da Silva, conhecida como (dona Cilú)

Este homem de caráter e atitude positiva esteve conosco até o ano de 1984, deixando para todos que com ele conviveu, um exemplo de Vida.

Mestre Celino chegou a morar em Teixeira Paraíba com sua esposa dona Cilu, onde ficou morando por pouco tempo, e voltando para sua terra natal (Taperoá)

“Mestre Celino” foi um dos primeiros mecânicos de Taperoá, um homem de personalidade forte e atitude digna, para muitos ele foi o braço direito como Sr Manoel Marcionilio que por anos a fio foi um funcionário exemplar sem medir esforços, qualquer que fosse o problema passando pelas suas mãos eram solucionados.

Muitos dos mecânicos que em Taperoá existiu, foi pelas mãos deste homem que soube ensinar alem da arte profissional de ser, soube passar o seu lado humano. Passaram pelas suas mãos:
Zé Lira que também trabalhava na casa de “Manoel Marcionilio”
Seu sobrinho Geraldo Miguel (Fefila)
Naldinho também sobrinho da sua esposa (D cilú)
Martinho Marcimino.
U m dos seus filhos “Edinaldo Gomes da Costa conhecido como (Dado)
E um de muitos netos que não passou pelas suas mãos, mais que segue a mesma profissão, e que tem o mesmo nome Jocelino conhecido como ( Josa ), onde reside em Taperoá

“Mestre Celino” alem de ser mecânico também era motorista, na época que Taperoá mais parecia povoado, chegou a ser caminhoneiro viajando para, Jequié na Bahia, Caruaru Pernambuco, recife, e todo o sertão nordestino.

Antigamente as pessoas tinham que andar léguas e léguas para chegar ao destino, pois naquela época não existia transporte publico, como é mais fácil nos dias de hoje, Mestre Celino, quando estava na estrada, não importava o nível social da pessoa que estava pedindo carona, ele sempre estendia a mão e levava a pessoa ao seu destino e sem nada cobrar por isso, e uma dessas pessoas era o dono da Nacional de Luxo ( Sr. Argemiro Candido).

Mestre Celino e o Sr Bentinho eram procurados para os consertos, sempre os problemas eram solucionados sem deixar ninguém se quer na mão. Relembro que mesmo nas épocas de seca que o cariri nordestino atravessava, Mestre Celino não desanimava, pois existia muita gente que precisava trabalhar para levar algo para suas famílias, na época era a sudene que fazia parte da ajuda aos nordestinos menos favorecido da época, era Mestre Celino que concertava os carros pipa que levava água para as pessoas carentes. Lembro me de que quando na oficina mecânica que ele tinha no final da sambra, quase todos que nesse Taperoá morou, e que possuía carros e tratores, não importava qual era a marca, era ele que consertava.

 

Cito alguns nomes que lembro:

O senhor Melquiades Villar
O senhor Jose Melquiades
O senhor Zezé Vilarim
O senhor Antonio Queiroz
O senhor Sebastião Simões
Seu Danta Vilar e Zé Faustino

E outros que não me recordo, mais sei que foram vários.

“Mestre celino” nunca deixou seus clientes na mão, mesmo sem ajuda dos que diziam ser amigos, ele chegou a trabalhar em frente a sua casa em céu aberto para não deixar seus clientes na mão, a casa se localiza no final da rua da sambra, que por sinal continua ate hoje com a moradora conhecida como ( Pretinha ).

Mestre Celino, passou maior parte de sua vida, trabalhando em um galpão que ficava localizado na rua da sambra, que infelizmente foi derrubado, pois mestre celino não chegou a conquistar a sua própria oficina mecânica por ajudar sempre o próximo, mais uma pessoa que não podemos esquecer e que ajudou muito mestre celino enquanto viveu foi Manuel marcionilo e seu Filho João marcionilo que hoje é o proprietário da casa onde ele morou e da oficina onde ele trabalhou.

“Mestre celino” foi e é exemplo para os que querem ser e ter censo de responsabilidade e respeito, foi um homem que mesmo com seus defeitos soube se dar o respeito para poder ser exemplo, para sua família:

Família essa que pode se contar nos dedos os que quiseram seguir seu exemplo, dignidade, respeito e desejo de vencer sem prejudicar o próximo, como o ser humano e sempre falho nunca e tarde para recomeçar com novos pensamentos e atitudes, é para isso que vivemos, para termos a oportunidade de melhorar.

Só como em toda cidade pequena o reconhecimento não existe, só que a semente que ele semeou foi prospera, para alguns de seus netos como Aderaldo Gomes (em Memória) e a família Gomes de Farias de São Paulo, rendem homenagem para esse homem que por aqui passou.

Como todo ser humano vem a este mundo para alguma coisa e para realizar e passar experiência cabe a cada ser, procurar aproveitar todas as oportunidades que a vida nos oferece, este homem que estou falando passou anos e anos sem reconhecimento pelos historiadores da região de Taperoá, hoje posso falar ao mundo inteiro, o quanto este homem foi importante e é para a história de uma cidade tão pequena, que deveria ser lembrado como forma de agradecimento pelos seus antepassados.

“Mestre celino”, meu querido Pai, presto aqui as homenagens merecidas, fique na Paz.

 

Adelaide Gomes de Farias ( Doca )

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