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Palestra sobre abuso e exploração sexual


Secretaria do Bem-Estar Social promove palestra sobre abuso e exploração sexual em crianças e adolescentes
Secretaria do Bem-Estar Social promove palestra sobre abuso e exploração sexual em crianças e adolescentes

A secretaria do Bem-Estar Social promoveu na manhã de terça-feira, 18, palestra sobre crimes de abuso e exploração sexual em crianças e adolescentes. A abertura do evento ocorreu por volta das 8h no Salão Paroquial com a apresentação do coral Anjos do Cariri, e em seguida o secretário da pasta, Flávio Antônio, iniciou a palestra discorrendo sobre o que representa o dia 18 de maio. A data é dedicada à memória de Araceli Crespo, de apenas nove anos, que em 1973 foi drogada, espancada, estuprada e morta na cidade de Vitória, capital do Espírito Santo.

O assassinato brutal da menina, que se tornou símbolo da violência, comoveu o país e 27 anos depois as autoridades sancionaram uma lei que estabelece 18 de maio como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual em Crianças e Adolescentes.

Flávio comentou, ainda, que mesmo após quase 40 anos da morte de Araceli o abuso e a exploração contra meninos e meninas no Brasil aumenta a cada dia e que as crianças de todas as classes sociais são vítimas dessa violência. “Tanto as crianças pobres como as ricas são vítimas do abuso e da exploração sexual, bem como os autores desses crimes inaceitáveis, eles estão em todas as camadas sociais, são homens que exercem papel fundamental na sociedade, como agentes políticos, juízes, entre outros, que quando deveriam proteger acabam com o sonho e a vida de crianças e de suas famílias. Isto tem que ter um fim”, determinou o secretário.

Palestrantes traçam perfis de vítimas e criminosos, e alertam pais, autoridades e sociedade para o grave problema social


Os palestrantes Manoel Dantas, procurador do município, Celina de Farias Castro, psicóloga, Janaína Ferreira, enfermeira, e Christianne Víctor, assistente social, traçaram os perfis de crianças e adolescentes e de criminosos, dentro da especialidade de cada um, para os profissionais da educação de Taperoá, pais e alunos da rede de ensino do município, e membros de entidades sociais que lotaram o Salão Paroquial e ficaram atentos sobre as informações que os especialistas da Prefeitura exporam durante a palestra.

Manoel Dantas falou da dificuldade de tratar desse tema dentro do meio jurídico porque todos os processos que envolvem vítimas de abuso e exploração sexual em crianças e adolescentes ocorrem em segredo de justiça. O procurador disse, ainda, que as autoridades judiciárias vêm atuando com responsabilidade no combate ao crime contra menores. “O Poder Judiciário tem estado atento para inibir a ação de pessoas que cometem crimes contra crianças, e isso é bastante visível nas operações policiais que desbaratam quadrilhas que promovem crimes como os de pedofilia na internet e os de exploração comercial de meninos e meninas, por exemplo”, informou Dantas.

Já a psicóloga Celina de Farias esclareceu a diferença entre o abuso e a exploração sexual, e também explicou como os pais ou responsáveis podem perceber quando uma criança está sendo vítima de violência, bem como quem pratica esse tipo de crime, que na maioria dos casos é uma pessoa na qual a criança confia e que sempre está por perto. Para a psicóloga é importante ficar atento aos comportamentos da criança e do agressor, pois quando violentada seu modo de agir com a família e com a sociedade modifica completamente. “Quando ocorre o abuso contra a criança a evidência do ato criminoso vai se manifestar no físico e no psicológico, e a exploração se caracteriza pela gratificação sexual, ou seja, a vítima é inserida no “mercado sexual”, contou Celina.

A psicóloga informou, ainda, que a menina ou o menino abusados ou violentados sexualmente se sentem culpados por sofrerem ameaças de criminosos que muitas vezes pode ser um vizinho, um amigo da família ou até mesmo um parente, e que contam a inocência e a confiança dos menores. A pressão psicológica é tão grande que o desenvolvimento social da criança fica comprometido.

As marcas físicas deixadas pelo agressor causam efeitos perturbadores. A afirmação é da enfermeira da secretaria de Saúde de Taperoá, Janaína Ferreira, que ressaltou também a importância dos pais prestarem mais atenção quando o filho ou a filha mudarem de comportamento, isso pode ser um sinal de que tenham sofrido algum tipo de violência. “Geralmente quando são violentados eles sentem vergonha do próprio corpo, e no caso das meninas podem ocorrer desde corrimentos até sangramentos na genitália, e esses dois aspectos que se manifestam servem como testemunho para os pais de que algo de ruim está acontecendo com aquela criança”, assegurou Janaína.

Para a assistente social Cristiane Víctor, toda a sociedade deve participar no combate ao crime de abuso e exploração sexual em crianças e adolescentes. Segundo Christianne, ninguém pode ser cúmplice de um crime que põe o Estado da Paraíba como líder de um ranking vergonhoso, o de onde mais há incidência de violência contra menores no Brasil. Cristiane repassou para a platéia orientações de que existem formas de a população participar do combate ligando gratuitamente de aparelhos de telefonia fixa ou móvel para o número 100 do disque Denúncia. Ao denunciar, o cidadão recebe o número do caso para que, se desejar, possa acompanhá-lo, e tem a garantia de que sua identidade não será revelada, desde que assim queira.

A prefeitura municipal de Taperoá também disponibiliza serviços de atendimento para pais e filhos que são ou que foram vítimas do abuso e da exploração. O CREAS – Centro de Referência Especializado em Assistência Social, é um dos órgãos da prefeitura que tem profissionais capacitados para atendimento e que funciona na Rua Capitão Irineu Rangel, situada no bairro São José.

taperoa.com
Assessoria de imprensa da prefeitura de Taperoá
Jandro Gomes

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