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Patrimônio histórico abandonado

É triste ver o patrimônio histórico e cultural do Município ser abandonado Na antiga entrada de Taperoá, podemos ver claramente dois símbolos do descaso do poder público reforçando o dizer popular de que “somos um país sem memória”: A Filarmônica Municipal de Taperoá e a Ponte Velha.

A Filarmônica João Ferreira de Souza

Fundada no ano de 1912 pelo Maestro Honório Capiba, já chegou a ter uma importância muito maior tanto no cenário cultural do município quanto da região, sendo constantemente chamada para “tocadas”, ou outras cidades, principalmente nas festas mais tradicionais.

De 1989 a 2001 foi regida pelo popular Maestro Zé Fernandes, também conhecido como “Zé da Trompa”, homem que se notabilizou em Taperoá pelo seu talento musical, e principalmente pela sua serenidade e bondade, tendo sido tragicamente assassinado numa tentativa de assalto entre as cidades de Teixeira e Desterro. A partir de 2001 passou a ser regida pelo jovem Natanael, músico da casa, formado pelo próprio Zé Fernandes a quem considerava um verdadeiro pai da música, que depois de notabilizar-se em sua terra como grande instrumentista, dominando vários instrumentos como Sax, Flauta e vários outros é hoje conhecido e respeitado na cidade de João Pessoa onde também atua, não tendo, porém abandonado sua terra.

Os problemas que a Filarmônica enfrenta hoje são vários, a exemplo da falta de músicos, apenas cinco efetivos aproximadamente estão participando regularmente da atividades, sendo que no último concurso público realizado em Taperoá, não foi oferecida nenhuma vaga para seus quadros, contrariando a expectativa de todos e os promessas históricas. A maior parte dos seus integrantes é de bolsistas que recebem valores entre R$ 80,00 (oitenta reais) e R$ 120,00 (cento e vinte reais) e reclamam constantemente de atrasos em seus pagamentos que já chegaram segundo informações há quatro meses. Some-se a isso a falta de instrumentos, o que faz com que os músicos tenham que desembolsar valores muitas vezes altos para adquirir os seus próprios.

Não bastasse tudo que relatamos, o prédio que abriga à filarmônica necessita urgentemente de várias melhorias, pois infiltrações e ácaros destroem as partituras e danificam os poucos instrumentos que restaram.

A história da Filarmônica pode ser lida no taperoa.com no link:

http://www.taperoa.com/index.php?option=com_content&view=article&id=69:historia-da-banda-filarmonica&catid=30:minha-comunidade&Itemid=100223

Veja algumas fotos da sede da Banda Filarmônica:

Infelizmente não tivemos como tirar foto dentro, pois ela se encontra fechada


Maestro Zé Fernandes ” Zé da Trompa”, a frente da Banda Filarmônica de Taperoá

 

A ponte velha

Construída entre os anos de 1926 a 1929 durante o governo de João Suassuna, serviu durante quase cinqüenta anos de passagem sobre o rio Taperoá para os que iam e vinham da Serra e de Assunção, até que durante o governo de João Agripino foi construída a chamada Ponte Nova passando a Ponte Velha a se tornar cada vez mais um lugar de visitação do que uma passagem de veículos.

Com seus arcos típicos da arquitetura da Época ela se assemelha a várias outras espalhadas pelo Estado, se tornou uma atração para quem gosta de desfrutar o pôr do sol tendo sido já utilizada para pequenas festas estilo lual, atingindo seu pico de visitas quando o Rio Taperoá está em época de cheia.

Porém o tempo é implacável e quando aliado ao descaso é capaz de acabar até mesmo com construções mais antigas e feitas para se eternizarem, é o que vem acontecendo com a Ponte Velha, a passagem de carros já não é mais segura há mais de quarenta anos devido a “trincas” em sua estrutura, tendo sido definitivamente fechada há mais de uma década, sem porém ter recebido nenhum reparo. É possível ver varões de aço oxidado que através da fendas na estrutura.

A lei orgânica do Município no parágrafo primeiro do seu artigo 104 dia que “a Ponte Velha erguida sobre o rio Taperoá, antiga via de acesso à cidade”, é considerada de interesse histórico do município, não é o que parece.

Veja Algumas fotos da ponte, como ela se encontra hoje:

 

Da redação

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