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Projetos na Paraíba

A concretização de três grandes projetos de desenvolvimento na qual a Paraíba está inserida mudará o cenário socioeconômico de pelo menos metade dos 223 municípios do Estado. A concretização de três grandes projetos de desenvolvimento na qual a Paraíba está inserida mudará o cenário socioeconômico de pelo menos metade dos 223 municípios do Estado.

É o que avaliam empresários, economistas, cientistas políticos, técnicos, secretários e ministros quando as obras da transposição do Rio São Francisco, da duplicação da BR-101 e a exploração do petróleo na Bacia do Rio do Peixe forem concluídas. Somente de investimentos diretos, a Paraíba receberá recursos da ordem de R$ 1,7 bilhão.

Além do impacto no Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, os projetos em curso vão criar novas rotas de mercado, atrair investimentos externos do Litoral ao Sertão, garantir a segurança hídrica para regiões com baixa precipitação como Curimataú e o Cariri e gerar milhares de empregos. Para que essas estimativas e projeções se confirmem, “Estado e municípios não podem e não devem ficar inertes até que as obras sejam concluídas. Há todo um planejamento e estratégias a ser estruturado para receber os efeitos benéficos das obras”, exorta o economista Mauro Nunes, que é especialista em planejamento e gestão estratégica.

De acordo com os empresários e economistas, a viabilidade econômica do petróleo vai atrair inicialmente empresas do setor terciário (serviços) e da construção civil para o Sertão (pousadas, habitações e novas estradas), a duplicação da BR-101 vai potencializar o turismo e formará um novo mercado consumidor no denominado “Corredor do Turismo” entre Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco enquanto as águas da transposição do Rio São Francisco beneficiarão diretamente 113 municípios paraibanos (1,4 milhão de pessoas) que terão segurança hídrica em tempo de estiagem e seca. De quebra, deixará mais livre parte dos reservatórios do Estado para desenvolver projetos de irrigação. “Com a transposição, sairemos do Estado mais pobre em recursos hídricos das 27 unidades da Federação para um ‘estado verde’ com possibilidade de irrigação de milhares de hectares em diversas microrregiões do Estado”, prevê o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep), Buega Gadelha.

Crescimento dependerá de políticas de incentivo

Contudo, o cientista político Ítalo Fittipaldi disse que os três projetos vão mexer com a economia do Estado “se houver percepção dos gestores públicos municipais. Certamente muitas empresas vão querer se instalar na extensão da BR-101 e outras no Sertão devido ao petróleo. Nesse sentido, cabe aos gestores e secretários fomentar políticas de incentivos para captar esses investimentos”, orientou Fittipaldi, que prevê um processo mais lento na exploração do petróleo. “Pelo que tenho visto em Pernambuco, a mudança não se dará rápida. Se houver viabilidade, ela será paulatina”, observou.

Para tanto, os municípios paraibanos terão de trabalhar na política de incentivo para atrair novos empreendimentos. Apenas 43 (19,2%) do total dos 223 municípios utilizam algum tipo isenção ou redução de impostos, cessão ou doação de terrenos para atrair investimentos. É a menor taxa entre os nove Estados do Nordeste. No Ceará, metade dos 184 municípios costuma dar algum tipo de incentivo às empresas. A conclusão da BR-101 está prevista para acontecer em 2010 enquanto a chegada das águas da transposição na Paraíba pelos dois eixos (Norte e Leste) em 2012. Quanto à exploração do petróleo, os mais otimistas prevêem produção em 2009.

Duplicação vai melhorar escoamento da produção

“Se pensarmos em pequenas irrigações com as águas do São Francisco, certamente a duplicação da 101 e a transposição estarão imbricadas”, avalia o economista Mauro Nunes, ao acrescentar que a duplicação da 101 atrai dois efeitos: “potencializar o escoamento de produtos do Estado ou abre as porteiras para a importação de outros Estados. Estamos nos ligando mais fortemente a Pernambuco e aos outros Estados do Sul”, lembrou.

Já o presidente da Fiep acredita na formação de um mercado promissor de oito milhões de consumidores com a duplicação da BR 101 e a perspectiva da construção de um novo pólo industrial na divisa entre a Paraíba e Pernambuco. “Essa formação de pólos em duplicação é comum no Sul e Sudeste do País”, reforça Gadelha. Para o secretário de Desenvolvimento e Turismo, Roberto Braga, a Paraíba será o Estado mais beneficiados dos três. “Primeiro pela localização estratégica de estar no meio dos dois Estados. Segundo porque a porta de entrada da maior parte de turistas são de Pernambuco e o Rio Grande do Norte”, frisou.

Quanto aos blocos de petróleo na Bacia do Rio do Peixe, Buega Gadelha disse que já manteve contatos com donos da empresa e acredita que a fase de desenvolvimento de extração de petróleo será mais rápida que a prevista pela Agência Nacional de Petróleo, Biocombustíveis e Gás Natural (ANP), que prevê três anos de estudos de viabilidade econômica. “No final de 2008, já teremos novidade do setor que deverá movimentar boa parte da cadeia produtiva do Sertão com destaque para os setores de serviço e da construção civil”, detalha.

O líder empresarial afirma ainda que “na hipótese mais pessimista” o PIB do Estado crescerá 5% com a retirada de dez mil barris/dia na bacia. “Ao custo de 100 dólares o barril, ao ano serão 365 milhões de dólares”. Segundo Buega, a Ral Engenharia não iria ofertar R$ 2,8 milhões por um dos oito blocos dos oito que arrematou na Bacia do Rio do Peixe sem indícios e informações de viabilidade econômica”, avalia.

taperoa.com
JP

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