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Sonhos e obra de Ariano

Está em turnê um espetáculo, com texto de Astier Basílio e Gustavo Paso que leva o nome de “Ariano”. Não se trata, no caso, de uma biografia, mas de uma caminhada por sonhos, pesadelos, imaginário e obra. Está em turnê um espetáculo, com texto de Astier Basílio e Gustavo Paso que leva o nome de “Ariano”. Não se trata, no caso, de uma biografia, mas de uma caminhada por sonhos, pesadelos, imaginário e obra.

A intimidade de Paso com a vida e a obra de seu homenageado é tamanha que o reparo a fazer ao texto é o de que fica pressuposto para o público um conhecimento do pensamento, dos temas básicos e do quadro geral da obra de Suassuna, com o qual não é, na verdade, possível contar. Isso, no entanto, não quer dizer que o espectador saia de mãos vazias, pois os episódios em si são atraentes, e todos os valores teatrais são trabalhados com o objetivo de evocar o Nordeste cuja pobreza faz da imaginação a sua brasilidade.

A cenografia é simples e evocativa, composta quase que exclusivamente de cercas feitas de segmentos de ramos amarrados e ajudada por adereços que ilustram e evocam tanto a realidade quanto o universo do poeta.

Os figurinos e a caracterização de Filomena Mancuzo são igualmente fiéis e evocativos. A música, com arranjos do violoncelista Lui Coimbra, faz a mais forte contribuição, com o treinamento vocal de Jorge Luiz Cardoso fazendo com que os tons e os ritmos dos cantadores estejam muito bem executados.

Ritmo de celebração

A direção de Gustavo Paso é tão apaixonada quanto sua pesquisa a respeito da vida e da obra de Suassuna, e imprime um ritmo de celebração a tudo o que se vê no palco, passeando com facilidade entre o real e o imaginário.

O elenco é composto por 16 elementos, vários desempenhando mais de um papel, todos de modo geral muito bem no que fazem, mas Gustavo Falcão, no papel de Ariano, é particularmente exigido (e se sai bem) como o fio condutor de todo o espetáculo. O homenageado merece.

Queixa por não vir à Paraíba

Em contato com o “Correio da Paraíba”, o autor e diretor Gustavo Paso mostrou descontentamento por não ter conseguido patrocínio para trazer o espetáculo “Ariano” para ser apresentado na Paraíba e no restante do Nordeste.

Disse Paso que “é uma situação que há muito me incomoda, pois não consigo mudar a situação com minhas atitudes e investidas”.

Destacou manter “uma companhia de teatro que levantou um espetáculo acerca da vida e obra de Ariano, que é um autor paraibano, dirigido por mim e escrito em parceria com um dramaturgo paraibano, com quatro atores do Nordeste, inclusive o protagonista”.

“Ariano” vem sendo sucesso de público e crítica, com apresentações no Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. O espetáculo irá para mais três Estados (nenhum nordestino) e tem convite para a Espanha.

Em três partes

Pela primeira vez uma peça de teatro conta a vida de Ariano Suassuna, que completou 80 anos em junho passado. A peça é dividida em três partes: o sol, o sangue e o sonho. Mostra a busca de Ariano Suassuna pela fazenda Acauã. O elenco tem 16 atores da Companhia Ephigenia, além de Gustavo Falcão no papel principal.

taperoa.com
AG – Bárbara Heliodora

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