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Alunos de escolas públicas participam de projeto que une xilogravura e grafite

Em Taperoá, cidade do Cariri paraibano, 30 alunos de escolas públicas foram selecionados para participar de um projeto que une xilogravura (técnica milenar criada pelos chineses) e grafite (inscrição em paredes que se popularizou na década de 70). A segunda etapa do projeto começa nesta quinta-feira (1º) com a realização das oficinas de grafite e criação de painéis utilizando as duas artes.

O projeto foi dividido em duas etapas: na primeira, realizada em junho, os alunos participaram da oficina de xilogravura, técnica na qual se utiliza madeira como matriz para reproduzir a imagem gravada sobre papel. Nessa segunda etapa será realizada a oficina de grafite, que terá a participação dos artistas Jones Oliveira, Sanio Brito, Claudenor Júnior (Jed), Rosse Tavares, Samarone Moura, Flaw Mendes e Petros Vinícius. Os grafiteiros são de João Pessoa, Campina Grande e Taperoá.

A oficina acontecerá nos dias 1° e 2 de agosto na Escola Municipal Coronel Pedro de Farias, onde será montado o ateliê de xilogravura. “Depois de participar das aulas de grafite, os alunos irão criar cinco painéis utilizando as duas técnicas”, explicou Arnilson Montenegro, xilógrafo e coordenador do projeto. No sábado (dia 3), os trabalhos produzidos durantes as oficinas serão expostos na Feira Central de Taperoá, onde também acontecerão apresentações culturais e a entrega dos certificados.

O projeto se chama A Xilogravura do Cordel e o Grafite das ruas: pintando e gravando na cidade de Taperoá e é patrocinado pelo governo federal, Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes).

Arnilson já realizou outras oficinas de xilogravura no município, mas dessa vez decidiu incluir a arte do grafite de rua. Os estudantes gostaram da novidade. “Eu já desenho profissionalmente há dez anos, mas tanto a xilogravura como o grafite são novidades para mim. Na oficina de xilogravura, a parte que mais gostei foi a de talhar. Agora, estou ansioso para pegar no spray e fazer uma arte”, disse Luciano Moura, 36 anos.

Inclusão – O projeto, além de proporcionar a valorização das artes, acabou atraindo algumas crianças com histórias de vida marcadas pelo sofrimento e violência. “Duas crianças com histórias bem parecidas, de desajuste familiar, nos procuraram espontaneamente e pediram para participar das oficinas. Isso significa que, mesmo não tenho esse objetivo, o projeto acaba servindo também como um meio de inclusão social”, disse Arnilson.

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