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Leite de cabra

Paraíba está prestes a conquistar espaço no mercado internacional para escoamento da produção do leite de cabra em pó, revelou Aldomário Rodrigues. Paraíba está prestes a conquistar espaço no mercado internacional para escoamento da produção do leite de cabra em pó, revelou Aldomário Rodrigues.

Uma equipe do – Fundo de Investimentos no Desenvolvimento Agrícola -, (Fida) em visita ao Cariri paraibano, constatou a qualidade do leite de cabra que é produzido e comprovou a grande relevância social causada por esse segmento à população.

Segundo Aldomário Rodrigues, coordenador do Programa Leite da Paraíba, as perspectivas são de que essa é a oportunidade de transformar a caprinocultura leiteira da Paraíba em um negócio econômico de grande alcance social.

Na entrevista a seguir, ele fala sobre os fatores que têm contribuído para o desabastecimento do programa e destaca o empenho do governador Cássio Cunha Lima junto ao governo federal, através do convênio com o Ministério de Segurança Alimentar, para a partir o próximo mês de janeiro acenar com a possibilidade de absorver um realinhamento no preço que é repassado ao produtor.

Quais os fatores que têm contribuído para o desabastecimento do Programa Leite da Paraíba?

O Programa Leite da Paraíba vem sofrendo alguns revés nos últimos meses por conta do desabastecimento que hoje está entre 30% e 40%. Esse fato ocorre por conta dos custos dos insumos que aumentaram bastante nesses últimos cinco anos, enquanto que o custo de produção já está superior ao valor que é pago hoje pelo Programa do Leite que é de apenas 70 centavos. O custo de produção hoje calculado pelo IPA já é de R$ 76 centavos. Já o mercado livre hoje paga melhor aos produtores, ficando em torno de 80 centavos.

Esse desabastecimento registrado hoje se deve a esse valor que é pago pelo Programa do Leite ao agricultor?

Com certeza. Por conta desse fato, houve uma migração e isso é natural, dos produtores pegarem seu leite e entregarem nas queijarias, laticínios, etc, para comercialização no mercado aberto. Então, isso tem causado o desabastecimento do Programa Leite da Paraíba e o Governo do Estado tem feito um esforço no sentido sobre-humano para dar solução a esse problema, e o próprio governador Cássio Cunha Lima já se dispôs a pagar ao produtor em torno de R$ 80 centavos. Esse compromisso seria assumido pelo governador até o final de dezembro próximo, desde que o governo federal, através de convênio junto ao Ministério de Segurança Alimentar, a partir o próximo mês de janeiro, acenar com a possibilidade de absorver esse realinhamento.

Esse realinhamento no valor pago através do programa já está definido para janeiro próximo?

Até o momento não, porque por parte do governo federal não houve nenhum tipo de aceno no sentido de que a partir do dia 1° de janeiro de 2009 o convênio venha arcar com esse reajuste, onde teria a contrapartida do Governo do Estado na ordem de 20% e de 80% do governo federal. Então, o Governo do Estado, por não ter esse aceno, se retraiu por não ter um horizonte de até quando o estado teria condições de botar esses 10 centavos.

O problema do leite foi tema de discussão em seminário realizado em Sousa. Qual a importância desse evento para o programa?

Com certeza esse evento foi muito importante, porque nele foi discutida toda a problemática do leite, principalmente essa questão mercadológica, entrando também na pauta da discussão o Programa Leite da Paraíba e a questão das queijeiras, que na sua maior parte são de produção artesanais, estando estas localizadas nas microrregiões do Seridó Ocidental, Catolé do Rocha, Cajazeiras, Sousa, Itaporanga, Patos, Piancó e Serra do Teixeira. O evento, na realidade, visa investir na qualidade do queijo produzido na Paraíba.

Qual o processo do queijo artesanal produzido hoje na Paraíba?

Na realidade, essas queijeiras artesanais na Paraíba, hoje por estarem dentro da informalidade, não sofrem nenhum tipo de inspeção, portanto o produto sai para o consumidor de inferior qualidade com relação aqueles que passam por todo um processo de inspeção sanitária.

Uma missão do Fundo de Investimentos no Desenvolvimento Agrícola esteve na Paraíba, onde visitou diversos municípios. O que ele pretende desenvolver?

A missão do Fida esteve na Paraíba, juntamente com a nossa equipe, visitou o Cariri paraibano, onde teve a oportunidade de conhecer aquele trabalho que lá está estabelecido, que tornou a Paraíba conhecida como o maior estado produtor do leite de cabra do país e tem uma organização rural extremamente forte com os produtores rurais organizados em associações. Além disso, nós também temos uma organização da produção, onde os produtores colocam a sua produção em tanques de expansão, garantindo, assim a qualidade do leite produzido.

Como é feito o transporte desse leite para as usinas de processamento?

Esses tanques de expansão contendo o leite, são recolhidos isotérmicos que são levados para as usinas e ali processados. Então, nessa visita a equipe do Fida também perceberam a importância, tanto social, bem como a econômica, dos pequenos produtores rurais que trabalham com o leite de cabra na Paraíba e, perceberam inclusive a questão da qualidade do leite produzido em nosso estado, porque todas as nossas unidades contam com o processo de higiene da ordenha, entre outros.

Essa produção no leite de cabra da Paraíba já apresenta melhoras a vida do agricultor paraibano?

Com certeza. O avanço econômico dos produtores paraibanos é visível. Por exemplo, existiam famílias que residiam em casas de taipa e que já construíram casas de tijolos, registrando uma melhoria na qualidade de vida do produtor do leite de cabra. Então, a coisa vem evoluindo bastante e, nós acreditamos que, através da planta para a produção do leite de cabra em pó, onde abriremos espaço no mercado internacional, nós temos um instrumento que, com certeza nos dará a oportunidade de transformar a caprinocultura leiteira da Paraíba em um negócio econômico de grande alcance social.

taperoa.com
A União

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