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O Taperoaense Felipe Sérvulo, participou de uma entrevista em uma radio francesa onde falaram sobre “Estrangulamento Galáctico”

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Um estudo acaba de ser publicado na renomada revista Nature, com forte impacto internacional. Trata-se da pesquisa de três cientistas do Reino Unido que concluem que as galáxias que não produzem mais estrelas teriam uma morte lenta por “estrangulamento”.

Quando começamos a estudar Astronomia, aprendemos que há dois tipos de galáxias, as chamadas “vivas”, que continuam formando novas estrelas, e as “mortas”, vítimas de um mecanismo que interrompe essa formação de novas estrelas. Até aí, nenhuma grande novidade. Mas como as galáxias morrem? – vocês devem estar se perguntando.Até hoje, nenhuma teoria definitiva explicou o fenômeno. Mas um estudo publicado no dia 14 de maio na renomada revista científica Nature defende a ideia de que as galáxias morrem por um tipo de “estrangulamento”. Os autores são os pesquisadores Y. Peng, R. Maiolino e R. Cochrane, da Universidade de Cambridge e do Observatório Real do Edimburgo.

O professor Laerte Sodré Junior, diretor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo, que fez pós-doutoramento no Royal Greenwich Observatory em Cambridge, considera a teoria do “estrangulamento” bastante consistente. Mas para compreendermos porque, vamos saber primeiro como as galáxias são constituídas.

“Uma galáxia tem muito mais do que estrelas”, ele  explica, citando o exemplo da Via Láctea: “Ela é uma galáxia que está formando estrelas. Além das estrelas, ela tem muito gás, tanto gás quente quanto gás frio. O gás frio é importante porque as estrelas se formam a partir dele; além de gás, elas têm também muita poeira e a “tal” da matéria escura, que todas as galáxias têm”, diz Laerte Sodré Junior.

Galáxias azuis e galáxias vermelhas

Existem duas famílias de galáxias, as azuis – que estão formando novas estrelas – e as vermelhas, mais velhas, que não formam mais estrelas.

Laerte Sodré Junior fala sobre os estudos anteriores existentes sobre os mecanismos que poderiam ser responsáveis pela interrupção da formação das estrelas. “A gente nota que as galáxias azuis viram galáxias vermelhas, então, alguma coisa tem que interromper a formação de estrelas nessas galáxias. Tem estudos que propõem que são super ventos. As galáxias, em geral, têm um buraco negro gigante no seu centro e a interação desse buraco negro com matéria em volta pode produzir grandes ventos, que podem remover o ar frio, responsável pela formação das estrelas”, explica o astrônomo, observando que ainda há uma outra possibilidade: “Uma galáxia cai num ambiente que tem um gás quente espalhado, como é o caso dos aglomerados de galáxias, que têm um gás quente entre elas, no meio intergalático. Quando uma galáxia cai em cima desse gás quente, o gás frio que está no interior da galáxia pode ser removido e então ela para de formar novas estrelas”.

“Estrangulamento”

Esse novo estudo realizado pelos cientistas Y.Peng, R.Maiolino e R.Cochrane, indica que as galáxias morrem por “estrangulamento”. O nosso entrevistado explica o processo: “As galáxias têm como uma fonte de gás frio e o que esse estudo sugere é que, se eu corto a fonte do gás frio e deixo o gás que tem na galáxia continuar formando estrelas, mas sem oferecer novo gás para elas,  as estrelas vão continuar se formando cada vez menos até o gás se extinguir e a partir daí as estrelas vão envelhecer e as galáxias se tornarão vermelhas. Essencialmente, é isso o que significa o “estrangulamento”, é o corte da fonte de gás frio das galáxias, é como se você privasse um ser humano de oxigênio, que é necessário para a respiração”, conclui o astrônomo.

Astrônomos amadores

O estudo publicado no Reino Unido também teve impacto junto à comunidade dos astrônomos amadores, que acompanham todos os avanços da área, mantêm blogs de discussão e seguem as principais publicações científicas.

O físico paraibano Felipe Sérvulo, observa que a astronomia amadora está sendo cada vez mais difundida, principalmente pela Internet e divulgadores científicos que publicam diariamente “belas imagens sobre o universo e um pouco do entendimento dos seus mistérios”, como ele diz, lembrando que “o pouco que sabemos já representa muito pois temos conhecimento sobre apenas 4% do Universo”.

Felipe pensa que a descoberta do “estrangulamento” das galáxias é importante pois pode ser uma pista para de entender mais sobre a matéria escura e a energia escura.

 

Com Leticia Constant

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