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Seca e Fome

O aquecimento global poderá deixar os habitantes dos 175 municípios paraibanos que fazem parte da região do semi-árido sem água e sem comida. Segundo projeções climáticas, caso a temperatura mundial continue aumentando, este será o quadro vivenciado na Paraíba até o final do século 21, entre os anos 2080 e 2100. Aquecimento global deixará 175 cidades da Paraíba sem água e comida.

O aquecimento global poderá deixar os habitantes dos 175 municípios paraibanos que fazem parte da região do semi-árido sem água e sem comida. Segundo projeções climáticas, caso a temperatura mundial continue aumentando, este será o quadro vivenciado na Paraíba até o final do século 21, entre os anos 2080 e 2100. As informações são do pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), José Antônio Marengo, que atua no Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC).

A base para os estudos são projeções climáticas realizadas em supercomputadores, utilizando complexos modelos matemáticos. Estas projeções são executadas segundo condições otimistas e pessimistas. Desta forma, ressaltou Marengo, de acordo com a análise pessimista, o semi-árido brasileiro (cerca de 70% da Paraíba) vai passar a ser árido, com ausência total de chuvas.

Como a principal fonte de subsistência desta região é a agricultura, o fim das lavouras será inevitável. A migração do campo para a cidade vai ocorrer de forma assustadora, a ponto de provocar um inchaço nos municípios maiores, que não terão condições de receber esse contingente populacional exagerado.

Com temperaturas até cinco graus superiores às atuais, em cidades como Patos, no Alto Sertão do Estado, a sensação térmica poderá chegar aos 50 graus centígrados. De acordo com informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura mais alta do ano naquele município (39,1%) foi registrada no último dia 28 de janeiro. Segundo o Inmet, seguramente, a sensação térmica chegou a 45ºC.

Enquanto a seca vai tomar conta desta região árida, no Litoral, a tendência será a variação entre dias muito chuvosos e veranicos (dias de calor intenso e insolação). Alguns estudos citados pelo pesquisador apontam as regiões de Recife e Fortaleza como mais vulneráveis a um possível aumento no nível do mar.

“Mudança de clima ocorre a longo prazo. Como é modelo, sempre existe uma margem de incerteza”, ressaltou Marengo. Este quadro catastrófico está entre as prováveis conseqüências que o aquecimento global pode causar não só na Paraíba. A preocupação com o assunto envolve pesquisadores, autoridades, além da população e da imprensa do mundo inteiro.

Especialmente em uma época em que o Painel Intergovernamental para a Mudança Climática é o assunto principal. O relatório, publicado na última sexta-feira em Paris, prevê que até 2100 a temperatura média no mundo vai estar entre 2 e 4,5 graus centígrados acima dos níveis pré-industriais. O pesquisador José Antônio Marengo é um dos 2.500 responsáveis pela elaboração do estudo, elaborado por estudiosos de mais de 100 países, sob a coordenação da Organização das Nações Unidas (ONU).

taperoa.com
JP

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