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Um giro pelo São João de Taperoá

Quem passou o São João em Taperoá se deliciou com a nostalgia de ouvir Jorge de Altinho, que há alguns anos não cantava na terra de sua esposa, além não conseguir ficar parado com o “forró pegado”, de Os três do Nordeste, e sentiu o orgulho de ver Os Paqueras do Forró provando que os artistas da terra têm tanta qualidade quanto às grandes atrações de fora com o vozeirão de seu vocalista Carlos encantando a todos, porém nem tudo foi alegria. A desorganização da festa conseguiu em muitos momentos ofuscar o brilho dos cantores, causando vários transtornos não só aos moradores, mas aos turistas também.

 

Falta de banheiros e cheiro de urina

Ao invés de banheiros químicos que tradicionalmente eram colocados numa rua ao lado da câmara municipal, a prefeitura ergueu um muro de alvenaria, talvez na tentativa de evitar que a população utilizasse aquele espaço para satisfazer suas necessidades fisiológicas, o que foi inútil, pois, já no primeiro dia, forrozeiros “apertados”, derrubaram a barreira e transformaram aquela pequena passagem em uma grande poça de urina que espalhou seu odor pelas redondezas, cena que se repetiu em vários pontos ao redor da festa, não era difícil encontrar mulheres passando o vexame de urinar agachadas atrás de carros e casas sob a vigilância de alguma amiga, já os homens por terem mais facilidade para se “aliviar”, o faziam em todo lugar e protagonizaram diversas cenas no mínimo constrangedoras tanto para eles quanto para quem passava, e espelhando mau cheiro ao redor da Praça João Suassuna.

 

Falta de zonas de escape

Outra falha, desta vez na segurança da festa que foi identificada por policial militar de João Pessoa que visitou a festa e com quem conversamos foi o fato de a prefeitura ter fechado as saídas da festa a exemplo daquela ao lado da igreja de São Sebastião, de acordo com aquele profissional em segurança pública, isso só poderia ser feito de houvesse uma revista detalhada na entrada, o que inexistia, pois caso houvesse uma briga ou tumulto de qualquer natureza a população não teria para onde “fugir”, pois os dois únicos acessos à festa eram muito apertados e não comportariam uma debandada de pessoas.

 

Estacionamento

A desorganização dos estacionamentos foi outro ponto que gerou constrangimento a quem veio ao “melhor São João do Cariri Paraibano”, nos dois primeiros dias, se acumularam tantas motos na entrada principal da festa que não havia como passar a não ser se espremendo entre os veículos que muitas vezes estavam sujos de lama ou com os escapamentos quentes. Algumas pessoas reclamaram que, devido às entradas estarem fechadas tiveram que caminhar bastante dos seus carros até a festa, sem falar que não havia segurança na maioria das ruas que circundam o evento e não foram poucos os relatos de pessoas que encontraram seus veículos fedendo a urina ou com pequenos arranhões e amassões.

 

Falta de suporte aos turistas

Alguns turistas com quem conversamos reclamaram do fato de não haver qualquer apoio do poder público àqueles que vêm de outras cidades, como um site ou a disponibilização de algum telefone para o qual pudessem ligar e se informar a respeito de hotéis pousadas ou restaurantes da cidade, além de não encontrarem funcionários uniformizados da prefeitura no evento para pedir qualquer informação ou orientação.

 

Programação fraca

Outra crítica generalizada e que já rendeu inúmeros comentários de internautas em outra matéria neste site foi quanto à programação, vindos principalmente dos mais jovens que esperavam ao menos uma grande banda do “momento”, como foi o caso de Cheiro de Menina em anos anteriores, já os mais velhos e adeptos do forró pé de serra não reclamaram tanto das atrações e apesar de todos os problemas, se deliciaram com o autentico pé de serra.

Apesar de tudo, o clima da cidade era de animação e confraternização

 

Da redação

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