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Ariano Suassuna fala sobre a Pedra do Reino

Ariano Suassuna fala sobre a microssérie "A Pedra do Reino"

Se depender da lotação da palestra que Ariano Suassuna deu na manhã desta terça, 15, no auditório da faculdade PUC, a microssérie “A Pedra do Reino”, de sua autoria, já tem audiência garantida. Ariano Suassuna fala sobre a microssérie "A Pedra do Reino"

Se depender da lotação da palestra que Ariano Suassuna deu na manhã desta terça, 15, no auditório da faculdade PUC, a microssérie “A Pedra do Reino”, de sua autoria, já tem audiência garantida. Os 200 lugares da sala estavam tão lotados que estudantes se aglomeraram nas escadas do auditório e um telão foi providenciado para quem ficou do lado de fora poder acompanhar a aula-espetáculo que Ariano Suassuna deu sobre o processo de criação da série.

“A Pedra do Reino” tem direção de Luiz Fernando Carvalho e foi filmada em Taperoá, sertão da Paraíba, no final de 2006. As equipes dos ateliês de criação foram montadas com talentos locais – artesãos, costureiras, bordadeiras e marceneiros. A série, que tem cinco capítulos, começa dia 12 de junho, estreando o projeto Quadrante, que fará adaptações de obras literárias pelo Brasil.

No dia 16 de junho o dramaturgo, romancista e poeta paraibano Ariano Suassuna completará 80 anos de vida. O escritor nasceu em 1927, no Palácio da Redenção. Em parceria com o Governo da Paraíba, a Rede Globo de Televisão lançará, em junho, a minissérie "A Pedra do Reino", baseada na obra de Ariano.

Foram destaques na minissérie "A Pedra do Reino" a vida e obra de Ariano Suassuna, arte e artesanato, cultura e folclore e gastronomia paraibana. Vários atores e atrizes da Paraíba e de Pernambuco participam da produção global.

Por duas horas Ariano falou sobre sua obra, sua infância, fez elogios ao ministro Gilberto Gil e confessou ser um grande mentiroso.

“Sou um mentiroso sincero, eu minto às vezes quando preciso e como vivo de inventar histórias, preciso sempre mentir”, diverte-se o autor.

A Pedra do Reino

"É uma obra complexa, acredito que não será tão popular quanto “O Auto da Compadecida”. Não sei se terá sucesso, mas com certeza será um êxito artístico. Confio plenamente no Luiz Fernando Carvalho e dei a ele total liberdade para fazer o que quiser. Não quis ver os capítulos prontos. Gosto sempre de ver quando todo mundo vai ver também. Dizem que quando eu assistia “O Auto da Compadecida” ficava com o rosto de donzela, tão vermelho quanto as rosas de maio".

Obras adaptadas para a televisão

"’A Pedra do Reino’ é muito visual e embora tenha gostado muito do que o Antunes Filho fez no teatro, acredito que vá funcionar melhor na televisão, porque o teatro é uma obra redutora. Adorei a adaptação de “Os Maias” para a TV, que o Luiz Fernando Carvalho dirigiu. Fiquei com ciúmes do Eça de Queiroz. Gosto Muito do Eça, mas gosto mais de mim".

O Brasil

"Existem os otimistas e os pessimistas. Eu sou um realista-esperançoso. Com 80 anos e tendo visto de perto a miséria e desgraças como seca de 32 posso dizer que está melhor sim. Embora ainda exista a fome no nosso país, eu tenho esperança".

Violência

"Não se pode conhecer o Brasil sem entender Canudos. Quando vejo as tropas policiais nas favelas, reconheço Canudos. Ou seja, a violência não é um problema de hoje, sempre existiu".

Gilberto Gil como ministro da cultura

"Tenho algumas discordâncias artísticas com o Gil, não gosto do tropicalismo por exemplo, mas acho importante a escolha dele como ministro da cultura. Principalmente porque ele é um artista e não um burocrata da cultura. Ele me surpreendeu positivamente".

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